Leishmaniose Canina
Doença sistémica provocada pelo protozoário Género Leishmania Transmissão por picada de mosquito: Género Phlebotomus (atravessam os
mosquiteiros)
Endémica: Mediterrâneo e Portugal Mediterrâneo, espécie que afecta os cães: Leishmania infantum
Patogenia
Ciclo:
Só a fêmea do mosquito é que pica e adquire os amastigotas. É mais activa no crepúsculo, ao fim da tarde;
Multiplicam-se no intestino do mosquito promastigotas;
Pela picadura do mosquito passam ao cão;
Multiplicação activa dentro dos macrófagos do cão infectado;
Distribuição órgãos hematopoieticos, especialmente a medula óssea. Migram: pele, fígado, rim, aparelho digestivo, coração, articulações, próstata, todos os órgãos;
Esta disseminação é diferente para cada animal.
Nem todos os animais infectados desenvolvem a doença.
Existem cães que são sensíveis à infecção por Leishmania e outros cães são resistentes devido a:
Imunidade mediada celular através dos linfócitos T, do subtipo Th 1 que produzem Interferon Gamma e outras citoquinas. O Interferon Gamma induz a síntese de um enzima nos macrófagos que cataliza a formação de uma substância de efeito leishmanicida;
Imunidade humoral: os anticorpos não são protectores e são pouco eficazes quando o parasita se encontra dentro dos macrófagos.
Em animais sensíveis não se produz resposta imunitária infecção de pele disseminação por todo o organismo.
Existem diferenças genéticas da resposta imunológica.
Animais e raças com diferentes capacidades de resposta frente a Leishmaniose.
Os sinais clínicos podem demorar meses ou anos a aparecer .
Dois tipos de lesões nos cães:
Reacções inflamatórias granulomatosas não supurativas nos órgãos afectados (como acontece na pele)
Produção de imunocomplexos circulantes que se depositam nos glomerulos renais, vasos e articulações, como consequência da persistência dos antigénios circulantes que provoca uma estimulação antigénica crónica.
Quadro Clínico
6 meses a 12 anos;
Não há predisposição de sexo;
62% são cães de raças grandes;
Quadro clínico amplo e variado;
Evolução lenta e progressiva;
Doença crónica.
Aumento de gânglios linfáticos
Anorexia
Depressão
Seborreia seca
Perda de peso
Febre
Pioderma
Coxeira/artrite e sinovite
Diarreia
Vómitos
Epistáxis
Esplenomegalia
Poliúria/polidipsia
Uveítes
Derrame Pericárdico
Arritmias com insuficiência cardíaca
Insuficiência hepática
Nem todos os casos apresentam este conjunto de sintomas o que torna o diagnóstico difícil.
Lesões Cutâneas
São frequente, não pruriticas, nem dolorosas
43% dos casos / diagnóstico
Alopécia e seborreia seca, orelhas, zona periocular, extremidades e dorso
Dermatites ulcerativas no prepúcio, boca, pontos de pressão
. Nódulos com aspecto tumoral na pele ou mucosas 3,4%
Rim
No momento do diagnóstico, 34% dos cães apresentam insuficiência renal, 18% doença glomerular sem insuficiência renal, glomerulonefrite membranosa: formação de imunocomplexos circulantes que se depositam na parede dos vasos do glomerulo dando origem a falha renal e proteinúria: o seu valor indica-nos o grau de lesão do rim.
Diagnóstico
Observação directa de amastigotas do parasita dentro ou fora dos macrófagos: medula óssea, gânglio linfático, pele, líquido sinovial ou qualquer outro tecido ou líquido
Punção de Medula óssea: diagnóstico 90,7 %
Gânglio: diagnóstico 83%
Citologia aspirativa nódulos da pele, articulações, baço e fígado, por aposição em mucosas e pele.
Biópsia de pele: Imunoperoxidase.
Serologia: Podem ajudar, mas só nos indicam a presença de anticorpos, mas não necessariamente a presença da doença. % elevada de títulos positivos desenvolvem sinais clínicos.
Teste serológico negativo: doença pode estar presente.
PCR: demonstração do DNA de Leishmania na medula óssea ou outros tecidos: o mais sensível e específico.
Análises Clínicas:
Anemia não regenerativa 45%
Hiperglobulinemia 100%
Insuficiência renal:
Uremia
Hipercreatinemia
Proteinuria
Síndrome nefrótico:
Hipoalbuminemia
Proteinuria
Hipercolesterolemia
Ratio Proteina-Creatinina
Tratamento
Carácter crónico
Difícil cura;
Resposta variável de cada animal
Apesar do tratamento: recaídas e/ou reinfecções;
Tratamentos e controles periódicos;
Zoonose.
Animais com envolvimento cutâneo:
Glucantime 60-100 mg/kg via sc dividida em duas injecções diárias até cura clínica
Alopurinol 20mg/kg via oral repartido duas vezes ao dia, de forma continua e sem interrupções (no mínimo um ano)
Controle de proteínas totais e Proteinograma de 6 em 6 meses
Animais com Proteinúria (aumento de proteínas na urina) Alopurinol 20mg/kg via oral repartido duas vezes ao dia. Dieta Específica rim
Animais com Insuficiência Renal:
Alopurinol 10mg/kg
Dieta Específica rim
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Cardiologia – Doenças cardíacas nos cães
As doenças cardíacas são cada vez mais comuns nos cães. Isto ocorre porque a sua esperança média de vida tem vindo a aumentar nos últimos anos, em grande parte devido aos melhores e mais atentos cuidados veterinários prestados nos nossos dias. Alguns defeitos cardíacos estão presentes desde o nascimento (defeitos cardíacos congénitos) mas apenas causam sintomas quando o animal envelhece e o seu coração começa a ficar mais fraco.
Como é que o coração trabalha?
O coração dos nossos animais de estimação é, tal como o nosso, uma bomba muscular com quatro compartimentos separados. A parte direita do coração envia sangue para os pulmões onde este recebe oxigénio enquanto a parte esquerda bombeia o sangue para o resto do corpo. As quatro áreas do coração são separadas por válvulas que asseguram que o sangue corra sempre na direcção correcta.
O que é uma doença cardíaca?
As doenças cardíacas em cães idosos são geralmente causadas por alterações nas válvulas cardíacas ou por alterações no musculo cardíaco. Algumas raças de cães são mais predispostas a determinados problemas cardíacos que outras. Nos humanos, as doenças cardíacas são geralmente provocadas por lesões no músculo cardíaco causadas por coágulos sanguíneos (enfarte do miocárdio). Esta lesão cardíaca não acontece nos cães. As duas doenças cardíacas mais comuns nos cães adultos são:
- Insuficiência Valvular: Esta doença é particularmente comum em Caniches, Yorkshire Terriers, Cavalier King Charles Spaniels, etc. À medida que o cão envelhece as suas válvulas ficam cada vez mais permeáveis e, em vez de fecharem eficazmente cada vez que o coração bombeia, elas permitem um movimento de sangue inverso ao normal, resultando assim num diminuição do sangue que vai ser distribuído pelo organismo.
- Cardiomiopatia Dilatada: Este problema cardíaco é mais comum em cães de raças grandes como os Doberman, Dog Alemão, Cães da Terra Nova, Irish Wolfhound e Cães da Serra da Estrela. Esta doença causa o adelgaçamento das paredes cardíacas de tal maneira que o coração incha (semelhante a um balão com agua). As contracções do músculo cardíaco ficam muito fracas fazendo com que o sangue não seja bombeado eficazmente.
Quais são os sintomas de doença cardíaca?
Os sintomas de doença cardíaca são geralmente muito similares, independentemente da causa. Muitos dos sintomas de um paciente cardíaco podem ser confundidos com o envelhecimento natural de um animal. Apatia e intolerância ao exercício físico são comuns. Cães com doença cardíaca severa podem ter uma redução de apetite, levando mesmo à diminuição de peso que, em muitos casos, pode passar despercebido já que estes animais apresentam uma enorme retenção de líquidos devido aos seus problemas cardíacos. Outros sinais clínicos comuns nestes pacientes são as dificuldades respiratórias e a tosse devido ao aumento de fluidos nos pulmões. Convêm ter em conta que estes sinais clínicos são inespecíficos e podem também ser vistos noutras doenças. Por vezes, os cães com problemas cardíacos podem ter desmaios ou mesmo ataques.
Como é que o meu veterinário sabe que o meu cão tem uma doença cardíaca?
Quando nós examinamos o seu animal, usamos um estetoscópio para ouvir o coração do seu cão. Quando uma doença cardíaca está presente, por vezes faz-se acompanhar por uma mudança nos sons cardíacos. O batimento cardíaco pode ser mais rápido (ou eventualmente mais lento) e irregular. Um exame radiográfico pode-nos mostrar que o coração do seu animal está aumentado e a ecografia pode ser usada para verificarmos se o músculo cardíaco e as válvulas cardíacas estão a trabalhar normalmente. Um Electrocardiograma(ECG) regista a actividade eléctrica do coração que faz com que o coração contraia e pode ser usado para verificarmos se o batimento cardíaco é regular ou irregular. Se tiver um cachorrinho, deve fazer-lhe um check-up o mais cedo possível pois, deste modo, poderemos detectar problemas cardíacos congénitos e, se possível, corrigi-los o mais cedo possível antes que apresente sintomatologia.
Podem-se tratar problemas cardíacos?
Doença cardíaca não significa necessariamente falência cardíaca. Muitos animais com problemas cardíacos não apresentam sintomatologia e são capazes de viver vidas normais sem necessitarem de medicação. Contudo, a maior parte dos pacientes cardíacos tendem a piorar depois dos primeiros sintomas, necessitando de tratamento para o resto da vida do animal.
Como é que se tratam os problemas cardíacos?
Numa fase precoce da doença cardíaca pode ainda não haver sintomatologia associada e o seu animal necessita apenas de visitas regulares ao veterinário de maneira a que o possamos seguir rigorosa e cuidadosamente. Se os sinais clínicos aparecerem, estes podem ser tratados. Contudo, convêm ter em mente que a doença vai efectivamente piorar e que o tratamento vai apenas atrasar a progressão da doença. O tratamento é composto por:
- Mudanças do estilo de vida do animal; (ex: mais exercício controlado)
- Medicamentos que melhorem o batimento cardíaco ou que mudem a frequência cardíaca;
- Medicamentos que facilitem a eliminação dos líquidos acumulados;
- Mudanças dietéticas podem ser necessárias, dependendo do tipo de problema cardíaco do seu animal.
Quanto tempo viverá o meu cão?
Esta é uma questão impossível de responder. Alguns animais com problemas cardíacos podem viver vidas normais sem qualquer tipo de sintomas enquanto outros podem não responder ao tratamento e morrer subitamente. Tudo depende do tipo e severidade da doença cardíaca, tendo em conta que cada caso é único. O aspecto mais importante perante qualquer que seja a doença, é a qualidade de vida que o animal apresenta. Se acha que o seu animal de estimação não se sente bem, ou que o tratamento não o está a ajudar, deverá contactar o seu veterinário para que o aconselhe.
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O que é o Criptorquidismo
O criptorquidismo consiste na ausência de um ou os dois testículos do escroto devido a uma descida incompleta dos mesmos através dos canais inguinais. O testículo criptorquídico pode ser inguinal, ou abdominal consoante a sua localização.
A maior parte dos casos são unilaterais e o testículo direito é mais afectado do que o esquerdo. A incidência varia entre 1 % e 15 % consoante a raça. Entre as raças mais predispostas incluem-se: Boxer, Yorkshire, Caniche, Husky Siberiano, Schnauzer e Shetland.
No criptorquidismo o testículo fica retido no seu percurso desde o polo caudal do rim até ao escroto. Entre as causas propostas para esta doença estão incluídos factores genéticos, anomalias anatómicas e o pseuhermafrodistismo.
Os animais criptorquídicos são normalmente assintomáticos e esta condição é detectada ao exame físico pelo médico veterinário através da palpação do escroto. A idade máxima a partir da qual os testículos são considerados criptorquídicos é de 6 meses.
A relevância desta doença surge do facto de que testículos intra-abdominais, ou inguinais estão sujeitos a temperaturas corporais mais altas o que provoca a esterilidade no caso de criptorquidismo bilateral. Além do mais estes testículos estão mais predispostos a torsões e a neoplasias pelo que se recomenda a cirurgia para sua remoção em todos os casos.
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Coprofagia – O Cão que Come Fezes
Cães jovens em crescimento têm uma grande necessidade de energia e está provado que podem obter nutrientes adicionais úteis comendo as suas próprias fezes ou as de outros cães durante esta fase critica. No entanto, depois de completo o crescimento e com fontes alimentares mais atractivas, a coprofagia cessa na maior parte dos casos. Porém, alguns indivíduos, principalmente de raças “gulosas” como os Beagles e Labradores, podem continuar com este desagradável hábito.
A coprofagia não significa necessária mente doença (parasitismo, por ex.) ou uma alimentação desequilibrada. No entanto estes factos podem, em determinados indivíduos, ser a razão que leva um cão a comer as suas próprias fezes e, uma vez corrigidos, acabam com o mau hábito. Investigações demonstraram que cães coprófagos não constituem risco quer para a sua própria saúde quer para a saúde de pessoas cujas faces e mãos sejam lambidas por estes animais. Por exemplo, em relação á infestação por lombrigas do homem pelo cão, é um facto raro e requer uma maturação dos ovos do parasita de cerca de 3 semanas, desde que saem do animal até se tomarem infestivos para o homem. No entanto, a coprofagia é um acto emocionalmente repulsivo.
Frequência das Refeições
Como a coprofagia aparece geralmente em cães famintos, será melhor dividir a ração diária em 3 ou 4 refeições por dia.
Fibras
Um estômago cheio dá a sensação de saciedade pelo que as dietas ricas em fibras são melhores do que as mais refinadas. Por isso, aumente a quantidade de fibras na dieta, seja através de comidas comerciais secas, seja pelo aumento dos legumes na dieta caseira. Fontes convenientes de fibra são os legumes verdes, cenoura, maça, etc.
Treino
Para defecar sob comando, num local que mais tarde se lhe vai tomar inacessível. Terá simplesmente de levar o seu cão regularmente e em alturas associadas ao reflexo de defecação (logo de manha; a seguir às refeições) e esperar até que ele faça as suas necessidades. Diga uma palavra-chave e depois recompense com um biscoito o acto bem sucedido. Apanhe as fezes e coloque-as no lixo. Isto irá motivá-lo a só defecar na sua presença .
Tipo de Vida
Há uma ampla evidência de que os cães se aborrecem em canis estão mais aptos a tomar-se coprofágicos. De acordo com isso, assegure que o seu cão tem uma vida activa, com acesso a brinquedos, passeios frequentes, etc.
Repulsa
Em vários países existem já substâncias que, quando adicionadas à dieta, tomam as fezes pouco apetecíveis.
Punição
Nenhum grau de castigo serve para acabar com este hábito, fazendo apenas com que o cão espere o afastamento do dono antes de comer as fezes. A punição deve ser ligeira e parecer mais relacionada com as fezes do que com o animal.
Como Evitar
A coprofagia é geralmente uma fase passageira dos cachorros mas é exacerbada se lhes é negado o acesso frequente e livre à comida. Por isso uma dieta rica e abundante previne bastante o problema.
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O Americam Pit Bull Terrier e a saude
O American Pit Bull Terrier é considerado pelos profissionais de saúde a raça canina mais resistente a doenças e enfermidades.
Em exemplares verdadeiros com origem confirmada e registada pela American dog breeders Association não á conhecimento de doenças de teor genético comuns em muitas outras raças.
No entanto em cruzamentos feitos de origem duvidosa em que se misturam sangues de outras raças e normalmente pelos chamados criadores de esquina tem aparecido animais com displasia e demodex e muitas outras enfermidades próprias da falta de conhecimento e seriedade de muitos pseudo criadores.
Categorias: Saúde Tags: Pitbull Saude