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Pitbull Otites

Porque é que alguns cães tendem a sofrer de otites?

Em primeiro lugar a própria anatomia do pavilhão auricular contribui muitíssimo na prevalência das otites. O sentido agudo de audição que os cães possuem deve-se especialmente ao facto deste pavilhão auricular se comportar como um megafone invertido, que conduz o som por meio de um canal em forma de L até ao ouvido médio e daí ao ouvido interno e cérebro onde os sons são descodificados e entendidos. Pois é.

O problema é quando esse canal: a) possui muitos pêlos (caniche, bichon, fox-terrier pêlo arame, schnauzer), b) produz muita cera (pastor alemão, cão da serra-da-estrela), c) ganha humidade (após o banho ou apanhar chuva) ou d) é mal arejado devido ao formato “caído” da orelha (cockers, retrievers, spaniels). Todos estes factores contribuem para um ambiente quente, húmido e nutritivo, ideal para o desenvolvimento de ácaros, bactérias ou leveduras que são os microorganismos principais culpados das otites dos nossos queridos cães.

A otite externa é a mais vulgar doença dos ouvidos. Claro que sendo mal cuidada pode mais tarde originar uma otite média ou mesmo interna, mas não é muito vulgar.

Como é que se vê que o cão tem otite? Pode notar-se um ou vários destes sintomas: mau cheiro das orelhas, comichão com ou sem gemidos de dor, descarga de cor variada (desde o amarelado até ao castanho-chocolate), abanar a cabeça nem que seja apenas para um dos lados, o cão furta-se a ser examinado por causa da dor, orelhas muito vermelhas, quentes, ou mesmo inchadas (bolsa de sangue causada pelo rebentamento de vasos sanguíneos sub-cutâneos situados entre a pele da orelha e a cartilagem auricular, devido ao acto de se coçar violentamente).

Qual é a principal causa da otite externa?

Pode não acreditar, mas são as alergias! Cerca de 75% dos cães que sofrem de atopia (equivalente à febre dos fenos humana) tendem a aparecer com otite. Outra causa muito importante são as praganas (espigas secas de erva) muito prevalentes no nosso país de Maio a Agosto.
Neste caso os cães apresentam a cabeça inclinada para o lado do ouvido com a pragana, coçam e gemem de dor. O aparecimento destes sintomas é repentino, após o animal ter andado no meio das ervas, ou mesmo horas mais tarde quando a espiga avança para o tímpano, sob risco de o perfurar. Não há cera ou outro liquido pastoso visível.
A única solução é o médico veterinário remover a pragana com o auxílio de uma pinça especial.

Cães com hipotiroidismo são muito propensos a otites crónicas. Conforme pode verificar, com tantas causas possíveis, o diagnóstico da verdadeira causa é essencial à cura.

Diagnóstico correcto

Muitos donos infelizmente tentam resolver este problema com medicamentos de uso humano. O problema é que nem esses medicamentos são habitualmente apropriados, nem têm aplicadores adaptados à aplicação correcta no canal auricular do cão.

Se suspeita de otite, leve o seu cão ao veterinário para um exame cuidadoso. Ele observará o canal auricular externo por meio de um otoscópio, avaliando o grau de inflamação, tipo de cera, presença de corpos estranhos ou tumores, presença de ácaros e estado da membrana do tímpano (se esta estiver visível). Se necessário pode recolher um pouco da cera para exame cultural posterior a fim de determinar o tipo de microorganismos responsáveis pela infecção.

Não se admire se o seu cão tiver de ser sedado a fim de poder ser examinado! Por vezes a dor è tão intensa que o cão não tolera a presença do otoscópio no ouvido. Especialmente quando estamos perante corpos estranhos, a sua remoção deve ser cuidadosa para que não se danifique a membrana do tímpano.

Tratamento

O médico veterinário prescreverá uma pomada apropriada ao tipo de infecção presente. Há certos casos raros que exigem tratamento via sistémica à base de antibióticos e anti-inflamatórios.
Normalmente as pomadas instilam-se no canal uma vez ao dia, todos os dias ou dia sim dia não (consoante o grau de gravidade do problema), depositando-se o mais fundo possível, massajando muito bem e limpando a seguir com o auxílio de algodão.

As pomadas geralmente são polivalentes, contendo anti-inflamatórios, antibióticos e antifúngicos associados ou não a acaricidas. O tratamento pode ter de se fazer por 2 semanas no mínimo. O cão às vezes não colabora. Nesse caso é preferível deslocar-se ao veterinário para que ele faça pelo menos os primeiros tratamentos enquanto a dor é muito insuportável. Nunca pare o tratamento antes do tempo recomendado! Não haver dor não significa estar já curado, atenção!

Se o animal sofrer de hipotiroidismo ou de atopia, tem de ser medicado para esse fim, senão as otites vão sempre recorrer.

Se a medicação falhar, pode haver necessidade de cirurgia para remover o canal auricular (remoção da pele e cartilagem mais externa, para permitir a drenagem e circulação de ar no canal).
Isto é particularmente útil quando há estreitamento excessivo do canal ou existência de tumores ou polipos que obstruem o mesmo. O cão mantém a capacidade auditiva à mesma, apesar de esteticamente ficar feio! Os hematomas auriculares mencionados anteriormente (a tal bolsa de sangue no pavilhão auricular) devem ser removidos cirurgicamente. Caso não se opere, após a resolução do hematoma naturalmente, a orelha fica esteticamente feia, “encarquilhada” permanentemente.

PREVENÇÃO

Limpe as orelhas do seu cão uma vez por semana, especialmente se é de raça sensível a padecer de otites. Existem líquidos específicos de limpeza disponíveis no seu veterinário. Limpe sempre com algodão. Use cotonetes apenas no pavilhão auricular externo, nunca no canal. Coloque bolas de algodão nas orelhas do cão antes do banho.

Levante as orelhas do seu cão (caso sejam “caídas” naturalmente) com frequência para arejar o canal.

É deveras uma frustração ter de tratar de otites crónicas ou recorrentes. As frequentes visitas ao veterinário, o custo oneroso da maioria das pomadas auriculares e a fuga do animal assim que vê o algodão na mão, transtornam o mais cuidadoso dos donos! As otites requerem muita paciência e dedicação quer no diagnóstico quer no tratamento apropriado. É uma doença muito traumatizante quer para o cão quer para os donos e que sendo mal cuidada, a longo prazo pode conduzir à surdez do animal.

Postado por admin - 7 de setembro de 2009 at 11:00

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EPILEPSIA

O cão tinha tido o primeiro de muitos ataques epilépticos que se seguiram pela sua vida fora. Mas porquê? Porque é que alguns cães têm esta doença? Afinal o que é epilepsia?

Trata-se de um sinal clínico que se caracteriza por contracções musculares involuntárias e que traduz uma disfunção cerebral, na qual há uma despolarização e excitação de certas células nervosas cerebrais. Os ataques duram poucos minutos.
Esta anomalia é mais vulgar nos cães que nos gatos, mas pode também aparecer nesta espécie.
Doenças orgânicas, virais (esgana, raiva), bacterianas, intoxicações, anomalias cerebrais (por vezes tumores), problemas na tiróide (hipotiroidismo), traumatismo craniano, diabetes, hipoglicémia (falta de açúcar no sangue), parasitas, doenças renais ou hepáticas, hipocalcémia (falta de cálcio no sangue) e algumas alergias (urticária), podem causar esta doença.
Quando não é possível determinar a causa verdadeira, caracterizamos a epilepsia como sendo idiopática.

Certas situações podem despoletar convulsões sem que haja verdadeira epilepsia. Ou seja, um ataque convulsivo esporádico na vida de um animal não significa que o mesmo seja epiléptico! Uma das coisas que pode provocar um ataque convulsivo é um golpe de calor ou uma intoxicação.

Este mal não tem cura, mas existe actualmente esperança! Novas descobertas indicam que o tratamento do animal depende muito do empenho do donos. Pode-se reduzir significativamente as crises por meio de medicamentos eficazes administrados em intervalos regulares bem como por reajustar certas actividades, nomeadamente reduzindo situações de stress. Pensa-se que dentro de poucos anos estarão disponíveis testes de DNA para despistar cães portadores desta doença. Sim, porque a epilepsia pode ter uma componente hereditária.

A epilepsia idiopática é a forma mais comum da doença e estima-se que afecte cerca de 1,78% de todos os cães. Esta percentagem aumenta comparativamente em raças de cães com tendência a sofrer de epilepsia (ver quadro).

RAÇAS DE CÃES COM ELEVADO RISCO DE SOFRER DE EPILEPSIA GENÉTICA
BASENJI
BEAGLE
BOUVIER BERNOIS
KEESHOUND
MALAMUTE DO ALASKA
PAPILLON
BOXER
PASTOR ALEMÃO
CANICHE
COCKER SPANIEL
EPAGNEUL BRETÃO
PETIT BASSET GRIFFON
VENDEÉN
RETRIEVER DO LABRADOR
ROUGH COLLIE
FLAT-COATED RETRIEVER
FOX TERRIER
SETTER IRLANDÊS
SETTER GORDON
GOLDEN RETRIEVER
HUSKY SIBERIANO
TECKEL
WELSH CORGI

Os sintomas geralmente só aparecem quando o cão atinge 1 a 3 anos de idade. Alertam-se os donos para o facto de que, uma vez surgido um ataque, este pode ser o primeiro de uma série de muitos cujo aparecimento é impossível de determinar.

Existem 2 formas principais de manifestação da doença: o pequeno e o grande mal. Este último não passa nada despercebido: o cão fica parado, cerra os dentes, ladra ou geme, perde o controle da defecação e da micção, pode parar de respirar, ou ter a respiração muitíssimo acelerada, as pupilas dilatam-se, vomita, tem convulsões e inclusivé pode perder a consciência.

O pequeno mal traduz uma epilepsia “parcial” cujos sintomas são: correr freneticamente, esconder-se ou trepar em objectos de modo repetitivo, ter movimentos repetitivos de uma parte do seu corpo durante alguns minutos…(45 segundos a 3 minutos de duração). O pequeno mal pode ser mal interpretado como sendo um problema comportamental em vez de epilepsia.

Após este período (chamado ictus) segue-se uma série de comportamentos aberrantes nos quais o animal se apresenta desorientado, ansioso, temporariamente cego ou surdo, deprimido, com perda de equilíbrio, muito sedento e esfomeado.

Quando é que um ataque epiléptico pode ameaçar a vida do animal? Quando durar mais de 20 minutos ou se o cão tiver vários ataques repetidos sem parar. Neste caso a irrigação sanguínea do cérebro pode ficar muito comprometida e outras funções orgânicas vitais podem ser interrompidas.

Se o seu cão sofrer de epilepsia, não desanime! Bem medicado e com alguns cuidados, o seu animal pode levar uma vida absolutamente normal. À partida, um cão epiléptico não tem de sofrer eutanásia!

Que fazer em caso de ataque epiléptico?
Se é a primeira vez que assiste a esta experiência desagradável, acalme-se! Em qualquer caso, proteja o cão de se magoar a si próprio, afastando objectos, móveis e outras coisas que possam magoar o cão durante o período em que o cão não tem consciência do que lhe está a acontecer. Permaneça junto dele. Verifique quanto tempo dura o ataque.

Segure e acalme o seu cão. Faça pouco barulho! Não se esqueça que se trata de uma hiperexcitabilidade cerebral! Afaste outros animais de roda dele. Contacte o veterinário. Certos ataques requerem tratamento urgente (golpe de calor, intoxicações, ataques que durem mais de 5 minutos) ao passo que geralmente o animal deve ficar sossegado a recuperar.

O veterinário executará várias análises ou radiografias a fim de determinar a verdadeira causa do ataque. É interessante notar que um estudo efectuado na Califórnia comprovou que 77% dos cães com hipotiroidismo tinham ataques epilépticos esporádicos. Um dos cães estudados teve cerca de 23 ataques num período de 3 anos até ser lhe diagnosticado hipotiroidismo. Com terapia hormonal este cão passou a ter uma vida normal, tendo ataques esporádicos apenas de 9 em 9 meses.

Medicar ou não medicar. Eis a questão!
Se o veterinário não encontra causa específica, assume-se que o animal tem epilepsia idiopática, o que significa que pode vir a ter mais ataques no futuro… A maioria dos veterinários não se precipita em medicar um cão epiléptico. Geralmente medica-se um cão que tenha ataques com intervalos regulares muito curtos (dias ou semanas), não meses.

Um dos medicamentos que controla com sucesso as convulsões é o fenobarbital, cuja administração regular danifica as células hepáticas, pelo que deve ser associado a uma medicação que proteja o bom funcionamento do fígado. Por este factor ser tão preponderante, muitos médicos estão inclinados para a administração de brometo de potássio.

A dose de manutenção deve ser a mínima capaz de evitar os ataques. A medicação é para o resto da vida do animal, pois esta doença não tem cura, apenas tratamento de controle. A administração de Diazepam injectável durante o ataque pode ser muito útil para controlá-lo. Torna-se muito importante evitar situações de stress: viagens, cios, foguetes, etc. Todas estas situações podem despoletar uma crise! Por isso recomenda-se castrar um cão ou cadela epilépticos.

Portanto, a longo prazo podem-se esperar problemas hepáticos e não é raro um cão epiléptico morrer de cirrose, mas também não é raro um cão epiléptico durar mais de 7 ou 8 anos! Por isso não desespere se o seu cão tiver epilepsia! Evite situações de stress e mantenha a medicação estipulada pelo veterinário. Faça análises químicas ao fígado de 6 em 6 meses a fim de controlar alguma lesão secundária hepática e sobretudo compreenda o seu amigo e dê-lhe muito exercício e carinho! Vai ver que ele lhe retribuirá em dobro.

Postado por admin - 7 de setembro de 2009 at 10:54

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Pitbull Surdez

Muitos são os mitos que se atribuem ao cão surdo. Muita gente rejeita o escolhido amigo canino depois de diagnosticada a surdez porque acha que isso significa que o cão é pouco inteligente, que não será capaz de aprender o básico para viver dentro de casa, que é temperamental e que o mais certo é ser atropelado assim que sair à rua. Nada mais errado.
Um cão surdo é tão feliz e amável como qualquer outro, inteligente e ansioso por aprender e por ter atenção do dono. Precisa talvez de uma dose maior de paciência, mas não da nossa pena ou rejeição
E os resultados são tão compensadores como com um cão que ouve, isto é, um companheiro para toda a vida, brilhante e afectuoso.

Causas da surdez

Um cão pode nascer surdo. Há registos de 35 raças com probabilidades genéticas de originar cachorros surdos, mas mesmo nessas raças as percentagens são muito baixas. Apenas os dálmatas apresentam um percentagem mais alta. 30% destes belos cães nascem surdos. Os Boxers, , e Montanhas dos Pirinéus são outras das raças comuns entre nós que podem sofrer desse defeito genético.

Mas todos os cães são passíveis de perder a audição, quer por doença, ferimento ou velhice. Diagnosticar a surdez do animal pode ajudar a compreendê-lo e a evitar mal-entendidos.

O diagnóstico definitivo de surdez só pode ser dado pelo teste BAER (Brainstem Auditory Evoked Response), mas este é bastante caro. Os testes caseiros e a consulta veterinária determinam com quase toda a segurança a surdez bilateral (dos dois ouvidos) ou unilateral (de um ouvido só). Afinal, ninguém conhece melhor o cão do que o dono e o seu veterinário.

Se notar que o seu cão, quer seja apenas um cachorro ou um adulto perfeitamente integrado na família, não responde quando o chamam; ou responde apenas quando está virado de frente para si, dorme mais do que o habitual, não acorda senão quando tocado, se vira na direcção errada quando o chamam, abana a cabeça ou coça as orelhas muitas vezes, pode estar perante sinais de surdez.

Pode fazer alguns testes para confirmar as suas suspeitas: com o cão virado de costas para si e à distância suficiente para não sentir as vibrações do ar e do chão, abane um molho de chaves, aperte um brinquedo que chie, bata palmas, ligue o aspirador, bata com dois objectos um no outro ou toque uma campainha. Lembre-se que o cão pode reagir se sentir as vibrações destes testes. Em todo o caso, leve-o ao seu veterinário. Ele, melhor do que ninguém, poderá fazer um diagnóstico mais preciso. Pode até acontecer que o cão tenha o canal auditivo bloqueado e o caso se resolva com uma limpeza.

A comunicação é essencial

Um cão surdo aprende com tanta facilidade como qualquer outro. Só que não ouve. Portanto é preciso aprender a comunicar com ele. A comunicação gestual dá grandes resultados. O cão aprenderá os gestos correspondentes às ordens que lhe quer dar, aos objectos, às actividades, tudo o que lhe queira ensinar.

Aos 5 ou 6 anos a maioria dos cães conhece até 50 sinais. Com um ano pode entender até 20. Pode começar com os básicos: senta, deita, fica, vem, rua, bola… O cão aprenderá imediatamente a procurar sinais nas suas mãos e expressões faciais, assim como nos objectos, como a tigela da comida ou a trela.

Comprar um livro de bolso de linguagem gestual é uma óptima opção porque além do dono aprender, pode facultar os sinais básicos a qualquer pessoa que necessite de ficar com o cão por alguma circunstância (o veterinário, por exemplo).

Chamar o cão pode ser um problema se ele se afastar demasiado. Dentro de casa ou em espaços limitados, pode chamá-lo batendo no chão com o pé ou acendendo e apagando luzes. Fora de casa, mantenha-o SEMPRE à trela.

Tenha especial atenção no treino de acordar um cão surdo, porque isto exige muita paciência e cuidado. Faça-o sentir os seus passos e toque-lhe suavemente. Habitue-o a ser tocado sempre no mesmo local, no ombro, por exemplo. Muitos mitos errados sobre a agressividade dos cães surdos são originados por sustos causados por acordares bruscos. Lembre-se que qualquer cão assustado por reagir mal, tente fazê-lo sentir-se sempre em segurança.

Exercício é sempre essencial

Qualquer cão precisa de exercício para se manter feliz e saudável. No entanto, um cão surdo não deve ser deixado nunca à solta, pois não ouve os chamamentos do dono e pode fugir para longe e perder-se, além de que não ouve os carros e pode ser atropelado. A trela é essencial, assim como uma etiqueta com nome do animal, contactos do dono e menção de surdez.
Pode ainda ter uma campainha para o poder localizar se ele se afastar. Uma coleira corporal, em vez de uma de pescoço, anula a possibilidade de o cão, se assustado, recuar e a trela escapar pela cabeça.
Se tem jardim ou pátio, este deve ser vedado, para impedir que o cão escape para a rua.

Basta seguir algumas regras básicas para que o seu companheiro especial desfrute de uma vida feliz e repleta de bons momentos consigo.

10 dicas para lidar com um cão surdo:

1 – Aprenda a comunicar com o seu cão
2 – Faça-o sempre saber que está por perto
3 – Seja sempre gentil
4 – Treine-o com muitas recompensas e encorajamento
5 – Permita que se aproxime de estranhos farejando primeiro as suas mãos.
6 – Vedar os espaços exteriores onde o cão vive é essencial para a sua segurança.
7 – Estabeleça um treino regular e contínuo
8 – Ame-o e aceite-o com as suas necessidades especiais
9 – Prenda-o a si dentro de casa para o ajuste inicial, educação básica, relacionamento e segurança dele.
10 – Nos passeios, mantenha-o sempre á trela e perto de si, dá segurança a ambos. Coloque uma etiqueta na coleira com o nome e os seus contactos e a menção de “SURDO”.

Postado por admin - 7 de setembro de 2009 at 10:51

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Pitbull CASTRAÇÃO

Há diversos benefícios de saúde em castrar o cão. Um dos mais importantes é a próstata, que sob a influência da testosterona ampliará gradualmente durante o curso da vida dos cães. Com o envelhecimento, é provável tornar-se incómodo e pode interferir com a defecação. A próstata sob a influência da testosterona fica também mais predisposta a infecções. Castrar faz com que a próstata encolha e evite a hiperplasia benigna da mesma que é incómoda.

Ao contrário do que se pensa, a castração não diminui a ocorrência do cancro da próstata .

Outros benefícios de saúde da castração incluem a prevenção de determinados tipos de hérnias e de tumores dos testículos e do anus.

QUE MUDANÇAS COMPORTAMENTAIS PODEM ESPERAR APÓS A CASTRAÇÃO?

As únicas mudanças do comportamento que são observadas após castra relacionam-se aos comportamentos influenciados pelas hormonas masculinas. As brincadeiras, a amizade, e a socialização com seres humanos não são alterados .

Os comportamentos que mudam são os menos desejáveis. O interesse em vaguear é eliminado em 90% de cães castrados. O comportamento agressivo relativamente a outros machos é eliminado em 60% de cães castrados . A marcação urinária é eliminada em 50% de cães masculinos castrados. A monta imprópria é eliminada em 70% de cães castrados .

EM QUE IDADE PODE CASTRAR O CÃO?

A intervenção cirúrgica pode ser executada depois das 8 semanas de idade. Os cães castrados antes da puberdade (geralmente 6 meses) tendem a crescer um bocado mais do que os cães castrados após a mesma. A castração pode também ser executada no paciente geriátrico se a próstata crescer e neste casos devem ser efectuados exames complementares antes da cirurgia.

EXCESSO DE PESO?
O nível de actividade e o apetite não mudam com a castração. Um cão não deve ganhar peso em excesso bastando para isso que controle a sua actividade e alimentação.

Postado por admin - 7 de setembro de 2009 at 10:21

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DISPLASIA COXOFEMORAL

A displasia coxofemoral caracterizasse por um desenvolvimento anormal do acetábulo e da cabeça fémur. Ou seja, a articulação entre a bacia e os membros traseiros fica prejudicada já que não há um encaixe satisfatório entre a bacia e o fémur.
Existe uma frequência maior de ocorrência dessa doença em raças grandes como Pastor Alemão, São Bernardo, Bullmastif, Rottweiler; mas nada impede que ocorra em cães de raça média e pequena e nos gatos há relatos de displasia mais freqüentemente em siameses.
pode acometer os dois membros traseiros ou apenas um Embora o tamanho seja um fator que influencia na ocorrência da displasia, o sexo nada tem a ver. Podendo machos e fêmeas serem comprometidos. É importante salientar que a displasia tem caráter genético. Por isso, se seu animal foi diagnosticado como displásico, sugerimos que ele se submete a uma esterilização ou que você se certifique que ele não cruze.
Além do aspecto genético, há o aspecto nutricional e o ambiente em que o animal vive que influenciam bastante no desenvolvimento de displasia. O animal nasce sadio e durante o crescimento aparecem os sinais de displasia que geralmente aparecem a depois dos 5 meses e as vezes só tardiamente aos 5 anos de idade, e variam de acordo com a gravidade do problema são eles:

• Mancar, principalmente após esforço físico
• Sensibilidade Dolorosa
• Dificuldade em se locomover
• Andar imperfeito, cambaleante, dos membros posteriores
• Algumas fonte citam ainda a “corrida de coelho” onde o animal junta os membros anteriores e posteriores ao correr, a partir dos 5 meses como indício de displasia

De acordo também com o grau de severidade da doença, o tratamento varia desde apenas o controle da dor causada pela doença até complexas intervenções cirúrgicas inclusive com substituição total da articulação por uma prótese. Há algumas medidas que podem ser auxiliares no aparecimento da displasia

• Evite a obesidade pois o sobrepeso força as articulações
• Evite esforços físicos extremos que forcem demasiadamente o animal ou precoces
• Evite piso liso. O ideal é um piso crespo como o de cimento varrido que dá mais apoio ao animal
• Natação moderada a partir dos 3 meses pode auxiliar no fortalecimento das articulações
• Andar na areia molhada (Não na fofa) da praia de forma moderada também pode auxiliar no fortalecimento das articulações

Lembre-se que mesmo um cão aparentemente sadio que corre, pula, salta sem demonstrar sinal de sensibilidade dolorosa pode Ter algum grau de displasia. O diagnóstico só pode ser confirmado com auxílio de raio X.
A radiografia só se torna forma de diagnóstico definitiva após ossificação completa do esqueleto. No entanto, alguns veterinários utiliza, raio x em filhotes como meio de constatar o retardo do início da ossificação da cabeça do fêmur como indício de um provável animal displásico e fazer o acompanhamento desde cedo.
Essa ossificação varia de acordo com a idade. Em cães pastores alemães, exemplo da raça mais afetada por displasia, essa ossificação já pode ser visualizada por volta dos 15 dias de vida.
Mesmo que o raio X apenas sugira uma leve tendência a displasia o animal não deve jamais ter descendentes. Lembrem-se, o controle da displasia está nas mãos dos proprietários.

Postado por admin - 7 de setembro de 2009 at 10:17

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