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Cancro em Animais

O que é o Cancro?

O cancro é um crescimento descontrolado das células do corpo (tumores). O cancro pode ser localizado (benigno) ou espalhar-se pelo corpo (maligno).

Com que frequência aparece o Cancro?

O cancro é comum em animais domésticos e a sua incidência aumenta com a idade. O cancro é responsável por cerca de metade das mortes de animais com mais de dez anos.

Como é diagnosticado o Cancro?

Fortes evidências do cancro podem ser obtidas usando exames como Raios X (radiografias), ultrasonografia e determinados testes sanguíneos. O exame físico do paciente e o seu historial médico são também importantes para o diagnóstico.

É possível prevenir o Cancro?

Alguns tipos de cancro, como o mamário, são possíveis de prevenir com uma castração inicial. Infelizmente, a causa da maioria dos cancros não é conhecida e dessa forma a prevenção é difícil.

PELE – A maioria dos tumores da pele em gatos são malignos, mas em cães eles são muitas vezes benignos. Todos os tumores da pele devem ser examinados pelo seu veterinário.

TECIDO MAMÁRIO – 50% do total dos tumores mamários em cães e mais de 85% dos tumores em gatos são malignos. Castrar as fêmeas antes do primeiro cio vai reduzir em grande escala o risco de cancro mamário. A cirurgia é o tratamento escolhido para este tipo de cancro. Tratamentos de acompanhamento podem ser úteis.

CABEÇA - Sangramento do nariz, dificuldade em respirar, comer ou inchaço no focinho podem ser devidos tumores na cabeça. Muitos tumores na cavidade oral (boca) são malignos, por isso um tratamento inicial agressivo é essencial. O cancro pode, também, desenvolver-se dentro do nariz tanto de gatos como de cães.

LINFOMA/LINFOSARCOMA - Linfomas ou linfosarcomas estão muitas vezes associados ao crescimento de um ou vários linfonodos no corpo. Um vírus de leucemia felina causa a maioria dos cancros em gatos. A quimioterapia é frequentemente eficaz no controlo deste tipo de cancro.

PRÓSTATA E TESTÍCULOS - Tumores na próstata podem causar dificuldades em urinar e/ou sangue na urina. Os tumores nos testículos são raros em gatos mas comuns em cães, especialmente naqueles com testículos retidos. Estes cancros podem ser curados com cirurgia, se esta for efectuada numa etapa inicial da doença.

TUMORES ABDOMINAIS - É difícil diagnosticar cedo tumores dentro do abdómen. A perda de peso ou alargamento abdominal podem ser sinais desses tumores.

OSSOS - Os ossos dos membros, perto das articulações são os locais mais frequentes do aparecimento do cancro nos ossos. Um coxear frequente ou um inchaço das pernas são sinais de doença.

A maioria dos sinais descritos são também vistos em animais não cancerosos mas que devem ser vistos de imediato pelo nosso veterinário para determinação da causa. O cancro é frequentemente tratável e um diagnóstico precoce vai ajudar o nosso veterinário a dar-lhe o melhor tratamento possível.

Como é tratado o Cancro?

Cada tipo de cancro requer tratamento individual. O nosso veterinário pode usar cirurgia, quimioterapia, radiações, criocirurgia (congelação), hipertermia (calor) ou imunoterapia. Para tratar eficazmente o cancro, uma combinação destas terapias é usada com frequência.

Qual é a percentagem de sucesso no tratamento do Cancro?

O sucesso do tratamento depende fortemente do tipo e da extensão do cancro, bem como da agressividade da terapia. Alguns dos cancros podem ser curados, e quase todos os pacientes podem ser ajudados de alguma forma. O nosso veterinário vai ter mais oportunidades de curar o seu animal se o cancro for detectado numa fase inicial

10 Sinais Comuns de Cancro em Animais

1 – Um inchaço anormal que persiste ou continua a crescer

2 – Feridas que não cicatrizam

3 – Perda de peso

4 – Perda de apetite

5 – Sangramento ou descarga de qualquer abertura do corpo

6 – Mau odor

7 – Dificuldade em comer ou deglutir

8 – Hesitação no exercício ou perda de estabilidade

9 – Claudicação mais ou menos dolorosa

10 – Dificuldade em respirar, urinar ou defecar

Postado por admin - 5 de setembro de 2009 at 19:50

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Úlcera da Córnea

Há que tratar e eliminar Uma úlcera da córnea é uma “ferida”, uma descontinuação do epitelio ou estroma da córnea.

As úlceras não complicadas, embora dolorosas devem cicatrizar em 3-4 dias com tratamento adequado. As que não cicatrizam neste período de tempo já devem ser consideradas e tratadas como úlceras complicadas.

O primeiro passo é ver se a causa da úlcera se mantém. Ex.: Entropion, distriquiase, corpos estranhos, cílios ectópicos, incapacidade em pestanejar.

Se a causa se mantém naturalmente a úlcera não vai cicatrizar.

Existem também úlceras que não cicatrizam por causas internas como por exemplo a presença de uma queratoconjuntivite seca, falta de lágrimas, glaucoma, inflamação intraocular (uveíte).

Há uma terceira categoria que ocorre em determinadas raças (como exemplo Boxer) que são chamadas úlceras indolentes ou erosões epiteliais idiopáticas. Estas surgem espontaneamente e não cicatrizam sem intervenção cirúrgica.

O primeiro passo é um exame oftalmológico completo. Confirmar a úlcera usando como corante a fluoresceína. Observar a úlcera e restante córnea com a lâmpada de ferida (biomicroscópio), colher material para citologia, cultura bacteriana ou isolamento vírico.

Exame aprofundado das estruturas adnexas (conjuntiva, 3ª pálpebra, pontos lacrimais).

Exame das estruturas intraoculares e medição da pressão intraocular (Tonometria).

Consequentemente o tratamento depende da causa para a não cicatrização da úlcera.

a causa primária e caso existam doenças concomitantes intraoculares tratá-las também.
Existe um tipo específico de úlcera (úlcera indolente ou erosão epitelial idiopática), que embora não sejam geralmente um risco para a visão, são úlceras muito dolorosas e refratárias ao tratamento.

São úlceras que requerem uma intervenção cirúrgica (desbridamento e/ou queratotomia) além do tratamento médico.

Por vezes também é necessário dar uma protecção maior à córnea pelo que se aplica uma lente de contacto terapêutica.

As úlceras que não são tratadas podem aprofundar e/ou infectar, podendo mesmo levar à perfuração da córnea. São úlceras que requerem um tratamento muito intensivo ou mesmo intervenção cirúrgica.

Postado por admin - 5 de setembro de 2009 at 19:48

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SARDS – Degenerescência Aguda da Retina

É uma patologia em que há uma perda aguda e irreversível da visão.
Ocorre geralmente em cães de meia idade (7 a 14 anos), tanto em cães de raças puras como cruzados. Geralmente está associado a alterações no apetite e na ingestão de água nas semanas anteriores à perda de visão.
A perda da visão geralmente é aguda, embora em alguns casos possa ocorrer ao longo de vários dias.
Há uma destruição total e irreversível dos receptores da visão (rods e cons) na retina. Alguns donos notam também uma diminuição da audição e do olfacto.
O exame oftalmológico revela uma ausência de visão. As pupilas encontram-se dilatadas não respondendo à luz (em alguns casos pode haver alguma resposta, mas incompleta). O exame ao fundo do olho revela uma retina aparentemente normal.
Devem ser feitas análises sanguíneas e urina que, em alguns casos revelam alterações compatíveis com a doença de Cushing (Hiperadrenocorticismo). Alguns destes pacientes após teste endócrinos específicos têm mesmo que fazer tratamento.
Há que diferenciar o SARDS das outras patologias que causam também perda aguda de visão (neurite óptica, tumores cerebrais, inflamações a nível cerebral).
O diagnóstico de SARD é feito através da Electroretinografia (ERG). No SARD a electroretinografia aparece-nos plana, ou seja, não há resposta da retina. Se o ERG está normal, então há que pesquisar as outras causas de cegueira súbita.
Esta doença não tem tratamento. Não devemos presumir logo que é um SARDS e que não há nada a fazer.
Não é uma situação dolorosa, nem traz qualquer tipo de sofrimento.
Como a perda de visão é aguda há de início uma desorientação evidente mas que, com o tempo e com ajuda por parte dos donos vai desaparecendo. Há que dar tempo para que o paciente se adapte à sua nova condição.

Postado por admin - 5 de setembro de 2009 at 19:35

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Queratite Superficial Crónica (Pannus)

É uma doença muito comum no Pastor Alemão, embora mais raramente possa ocorrer em qualquer outra raça ou mesmo em cães cruzados.

Julga-se que é uma doença imunomediada. O sistema imunitário não reconhece a córnea como sendo um tecido pertencente ao organismo reagindo a ela do mesmo modo que reage a um tecido pertencente a um organismo estranho ou transplantado. Há então um crescimento progressivo de vasos e tecidos cicatricial desde a periferia para chegar a afectar toda a córnea. Com o tempo (cronicidade) as zonas afectadas tornam-se pigmentadas (pretas e opacas) podendo mesmo causar cegueira.

No Pastor Alemão, julga-se que há uma predisposição genética mas as radiações ultravioletas têm um papel preponderante no desenvolvimento da doença.

O tratamento é feito com drogas aplicadas localmente que deprimem a acção do sistema imunitário. Utilizaram-se corticosteróides e ciclosporina topicamente.

O tratamento tem que ser mantido ao longo de toda a vida do paciente.

Juntamente com o tratamento médico, o paciente deve ser mantido afastado das radições ultravioletas (mantido dentro de casa, principalmente nas horas de sol mais forte) ou o uso de óculos de sol (já disponíveis no mercado).

Postado por admin - 5 de setembro de 2009 at 19:32

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Prolapso da Glândula da Terceira Pálpebra

A glândula da 3ª pálpebra, tal como o nome indica, localiza-se na 3ª pálpebra e é responsável pela produção de cerca de 30% da lágrima do olho.

Devido a uma laxidão do ligamento que mantém a glândula no seu lugar ela pode prolapsar, ficando visível e em contacto com o ar.
Esta situação ocorre mais frequentemente em animais jovens de determinadas raças (Ex.: Cocker Spaniel, Shar Pei, Bulldog, Shihtzu).

É uma anomalia que deve ser corrigida cirurgicamente, não apenas para melhorar a parte estética mas também porque se a glândula não for corrigida, leva a que, com o tempo, se desenvolva uma fibrose com consequente atrofia e paragem de produção de lágrimas.
Existem várias técnicas cirúrgicas para solucionar esta situação. É desaconselhada a remoção cirúrgica da glândula, uma vez que estes pacientes ficam bastante mais predispostos a desenvolverem queratoconjuntivite seca (olho seco). O “olho seco” é uma patologia grave, difícil de tratar e com um tratamento a longo prazo dispendioso.

O ideal é reposicionar a glândula no seu local de modo que ela mantenha o seu funcionamento.
Esta técnica de reposicionamento tem uma taxa recidiva pós-cirurgia de 5 a 10%.
Durante a cirurgia é conveniente observar a glândula do olho não afectado e se necessário corrigi-la também, uma vez que na maioria dos pacientes é uma anomalia bilateral.
Quando sai uma glândula, mais cedo ou mais tarde, a outra acaba por sair.

Postado por admin - 5 de setembro de 2009 at 19:29

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Pitbull Cataratas

O que é uma catarata?

O cristalino (lente) é usado para focar a luz na retina. Tem uma função similar a uma lente de uma câmara sendo a retina o filme dessa câmara. Uma catarata é uma opacidade na lente. Pode ser muito pequena e não afectar a visão ou pode envolver toda a lente e causar cegueira.

Quais são as causas das cataratas?

A maioria das cataratas são herdadas (um factor hereditário transmitido de pais para filhos). Surgem geralmente em animais jovens e são chamadas cataratas juvenis.

Podem surgir também cataratas como consequência de traumas no olho, inflamação ocular ou doenças sistémicas, como diabetes.

Em cães velhos, a lente pode desenvolver catarata como consequência de um processo degenerativo. A lente começa a ficar azulada quando o cão chega aproximadamente aos 8 anos de idade e o gato aos 10 anos. Este processo de envelhecimento é denominado esclerose nuclear que significa endurecimento da lente. A esclerose nuclear ocorre em todos os animais e não afecta a visão. Muitas vezes é confundido com cataratas.

Existem algumas raças de cães e gatos mais predispostos a desenvolver cataratas?

As cataratas são mais frequentes em algumas raças uma vez que os cruzamentos para o apuramento da raça permitem uma concentração maior de genes anormais.

No entanto, todos os animais, incluindo aves, répteis e peixes podem desenvolver cataratas.

A cirurgia é a única forma de curar as cataratas?

O único tratamento das cataratas é a remoção cirúrgica. Todos os tratamentos não cirúrgicos tentados até hoje tem se revelado ineficazes.

Será o meu animal demasiado velho para uma cirurgia de cataratas?

A idade não é uma doença. Se o paciente é saudável e não sofre de nenhum problema que impeça uma anestesia geral, pode perfeitamente ser operado.Descrição da cirurgia da catarata e dos cuidados pré e pós-operatórios:

A remoção da catarata é um procedimento cirúrgico muito delicado. Um exame oftalmológico completo é indispensável de modo a se determinar se o paciente é um bom candidato à cirurgia. Também é importante a realização de um electroretinograma para testar a função da retina. Há que testar também o estado geral de saúde do paciente através da realização de análises de sangue, para verificar a funcionalidade dos órgãos internos, e um electrocardiograma. A administração de medicação deve ser iniciada alguns dias antes da cirurgia.

A técnica cirúrgica de eleição é a facoemulsificação (realizada neste Hospital). Esta técnica emprega a tecnologia mais moderna disponível tanto em medicina veterinária como em medicina humana para remoção de cataratas. Este procedimentos consiste na utilização de vibrações por ultra-sons para liquefazer a catarata que é então aspirada do olho através de uma incisão mínima (3 milímetros).

Após a cirurgia, o paciente é enviado para casa com medicação. As consultas de controlo pós-cirúrgico são importantes e estendem-se até três meses após a cirurgia.

Nota : O sucesso da cirurgia é dependente do tratamento pós-cirúrgico. O paciente recupera a visão conforme o olho vai curando.

É necessário que o meu animal perca a visão do olho afectado para que a cirurgia possa ser feita?

Não! Desde que a catarata demonstre sinais de progressão, mesmo que seja só num olho, a cirurgia pode ser feita. Quando se permite que a catarata fique muito matura torna-se muito dura ficando mais difícil de a liquefazer e a remover através de uma incisão pequena. Além disso, as cataratas hipermaturas podem também trazer outras complicações para o olho, o que poderá impedir a realização da cirurgia.

Como é que o meu animal pode ver sem a lente?

A maior parte da focagem e refracção de luz ocorre na córnea (75% da capacidade de focagem é da córnea enquanto que a lente é responsável apenas por 25%). Após a remoção da lente, o olho não é capaz de focar tão bem, principalmente objectos muito perto, mas foca o suficiente para o animal fazer a sua vida normal.

E as lentes artificiais?

Utilizam-se essencialmente em medicina humana, mas também já são utilizadas em medicina veterinária.

O que é um electroretinograma?

Para que a cirurgia da catarata seja bem sucedida, o resto do olho, excepto a lente, tem de estar saudável. Por vezes, a lente está tão opacificada, que não permite o exame directo da retina. O electroretinograma (ERG) é um teste electrónico que permite testar a função da retina. Deve ser realizado antes da cirurgia e se o ERG é normal, a cirurgia é recomendada.

Quais são os benefícios da cirurgia da catarata?

Um olho cego devido à catarata volta de novo a ser visual se a catarata for removida sem complicações. Como em qualquer outra cirurgia, podem surgir complicações, no entanto, a taxa de sucesso desta intervenção cirúrgica é de 90%.

Postado por admin - 5 de setembro de 2009 at 19:25

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Síndrome Vestibular Geriátrico

Doença aguda não progressiva do sistema vestibular periférico dos cães geriátricos (> 8 anos).

A causa é ainda desconhecida.

Clinicamente manifesta-se pelo aparecimento súbito de desequilíbrio, desorientação, inclinação da cabeça e nistagmus (movimento pendular dos olhos). A náusea é também comum manifestando-se através de vómitos e perda de apetite.

O diagnóstico é feit através dos sinais clínicos e depois de eliminadas outras doenças como otites médias/internas, traumatismo e hipotiroidismo.

Não existe um tratamento específico, sendo que alguns animais poderão ter que permanecer hospitalizados para evitar auto-traumatismos secundárioas à perda de equilíbrio

O prognóstico é geralmente bom, havendo melhorias óbvias ao final de 72 h com recuperação total ao final de 2-3 semanas. Alguns animais poderão exibir inclinação da cabeça persistentemente.

Postado por admin - 5 de setembro de 2009 at 19:23

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Síndrome Lombossagrada

O que é a Sindrome Lombossagrada?

É uma patologia que ocorre na junção lombossagrada. O termo “lombo” refere-se à última vértebra lombar. O termo “sagrada” refere-se ao sacro, parte da coluna vertebral que se une à bacia. A sindrome lombossagrada é uma instabilidade a nível desta junção.

Quais são as suas causas?

A compressão dos nervos da cauda equina (denominação dada à colecção de nervos que se prolonga pelo canal vertebral após o terminar da medula espinal) é a responsável pelos sinais clínicos. A causa da pressão exercida pode ser um estreitamento do canal espinal, uma infecção de um disco intervertebral, trauma, tumor espinal ou instabilidade a nível da junção lombossagrada.

Quais são os sintomas?

A instabilidade existente leva a inflamação dos nervos que se prolongam da espinal medula e dos músculos adjacentes. Quando é aplicada pressão na zona lombar ou se levanta a cauda, o animal grita ou tenta fugir devido à dor. Alguns animais têm dificuldade em levantar-se. Ocasionalmente existe fraqueza ou coxeira dos membros posteriores, podendo mais tarde aparecer atrofia muscular. Pode desenvolver-se incontinência urinária e fecal e alguns animais automutilam-se, roendo incessantemente a cauda ou os dedos.
Com a progressão da doença, o disco localizado entre a última vértebra lombar e o sacro pode rupturar. Se isto acontecer o animal pode apresentar incoordenação motora ou mesmo paralisar dos membros posteriores.

Como é feito o diagnóstico?

As radiografias da zona normalmente apresentam alterações artríticas na junção lombossagrada. No entanto, estas alterações podem aparecer em animais sem sintomatologia. Se o disco ruptura pode notar-se estreitamento do espaço intervertebral. Estes sinais radiográficos são apenas sugestivos da patologia, para termos a confirmação da compressão espinal é necessário proceder à realização de um epidurograma. Este procedimento consiste na injecção de um líquido de contraste em redor da espinal medula e depois radiografar apreciando se existe algum grau de compressão.

Qual é o tratamento?

Repouso absoluto e controle de peso são fundamentais em qualquer patologia de coluna. Anti-inflamatórios e analgésicos dão alívio temporário.
Se houver ruptura do disco, é necessário recorrer à cirurgia. O procedimento cirúrgico, denominado laminectomia dorsal, tem como objectivo eliminar a pressão exercida sobre a espinal medula pelo disco rupturado. Permite ainda a visualização de tumores espinais, ou danos traumáticos.

Postado por admin - 5 de setembro de 2009 at 19:20

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Síndrome de Wobbler

O que é o sindrome de Wobbler?

O termo Wobbler é originário de uma patologia dos cavalos que causa incoordenação motora. A versão canina é mais adequadamente denominada por Espondilomielopatia Cervical Caudal e manifesta-se por um andar bizarro devido à pressão a nível da espinal medula do pescoço. Alguns animais tropeçam, e os membros posteriores aparecem com sinais primeiro que os anteriores.

Como ocorre?

A patologia ocorre devido a instabilidade entre duas ou mais vértebras da zona mais caudal do pescoço. Quando existe instabilidade, o corpo tenta compensar o problema, havendo espessamento dos ligamentos existentes entres as vértebras (um por cima da espinal medula, e outros dois por baixo da espinal medula). Este espessamento leva a compressão da espinal medula.

A espinal medula assemelha-se a um fio de telefone, contendo milhares de fios, cada um transportando importantes mensagens. Quando este fio é comprimido, alguns destes fios partem-se e não conseguem transmitir a sua mensagem. Isto é o que acontece quando a espinal medula é comprimida pelos ligamentos espessados. Os sinais nervosos enviados pelo cérebro não conseguem alcançar os membros, e então os membros não se mexem como deviam.

O meu animal paralisou das 4 patas. É normal isto acontecer nesta doença?

Sim. A pressão exercida pelos ligamentos espessados sobre a espinal medula faz com que o animal ande de uma forma descoordenada. No entanto, uma outra situação pode suceder, a instabilidade vertebral provocar stress no disco localizado entre as duas vértebras, podendo após alguns semanas ou meses o disco rupturar. Quando o disco ruptura a pressão exercida a nível da espinal medula á tal que pode ocorrer parálise.

Existem algumas raças mais afectadas?

Sim. Gran D’Anois e Doberman pinchers são as raças mais afectadas, no entanto, qualquer raça de grande porte sofre o risco desta doença. Gran D’Anois são normalmente afectados entre 1 e os 3 anos de idade. Doberman pinchers e outras raças são afectadas tipicamente entre os 6 e os 9 anos de idade.

Como é feito o diagnóstico?

Radiografias cervicais normalmente revelam o desalinhamento das vértebras, no entanto não evidenciam a compressão a nível da espinal medula. Um mielograma é uma radiografia obtida após a introdução de um líquido de contraste dentro do canal da medula espinal. Este contraste circunda a medula e se for visível interrupção ou estreitamento da sua passagem significa que existe compressão medular a esse nível.

Qual o tratamento para o Sindrome de Wobbler?

Nas fases iniciais da doença podem ser prescritos anti-inflamatórios e analgésicos. Estes podem providenciar algum alívio dos sintomas, mas este alívio será apenas temporário. Com o evoluir da doença estas drogas deixam de ter efeito.

Tratamento definitivo implica a remoção definitiva da pressão a nível da espinal medula. Existem vários procedimentos cirúrgicos possíveis de ser aplicados, devendo ser escolhido o mais adequado segundo a observação do mielograma.

Qual o prognóstico?

Se a cirurgia for realizada quando o animal anda incoordenadamente, existe uma grande probabilidade de sucesso. Quando existe parálise dos quatro membros a probabilidade de sucesso é muito menor.

Postado por admin - 2 de setembro de 2009 at 18:37

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Hernia Discal

O que é um disco intervertebral e para que serve?

A espinal medula é um dos órgãos mais importantes e mais sensíveis do corpo. Se for danificada as suas células não se regeneram e normalmente o trauma leva a danos permanentes. Por isso, a medula está especialmente protegida: atravessa um canal ósseo dentro da coluna, estando envolvida por osso, excepto quando passa sobre os discos intervertebrais.

Os discos encontram-se entre as vértebras e têm uma consistência tipo borracha. Eles permitem os movimentos da coluna sem que haja contacto entre as vértebras.

O que significa um disco rupturar e como acontece?

Os discos são constituídos por duas partes, uma parte exterior rígida formada por fibras que protegem a parte central. A parte exterior é menos espessa na face dorsal, justamente na zona em que contacta com a medula espinal. A parte central do disco (núcleo) tem uma consistência gelatinosa.
Quando a parte exterior degenera, permite que o núcleo se escape. A isto chama-se ruptura discal. Como a parte mais frágil da camada externa do disco se situa dorsalmente, o material do núcleo escapa-se dorsalmente indo comprimir a medula. Como a medula espinal está encarcerada na estrutura óssea, não se pode afastar da pressão exercida sobre ela.

A degenerescência da parte externa do disco é espontânea e resulta da saída do conteúdo interno da parte central. Não está relacionada com trauma, nem com a idade. A maioria dos cães com patologia discal degenerativa tem 3 a 7 anos e provavelmente existe influência genética. Certas raças, como Daschund, Caniche, Pequinois, Lhasa-Apso e Cocker spaniel têm uma elevada incidência de patologia discal. O Pastor Alemão e Doberman pinscher são outras raças também afectadas mas em menor grau.

Normalmente os sinais clínicos são coincidentes com algum evento traumático (queda ou salto) mas o disco só ruptura se já estiver em degenerescência, caso contrário a ruptura discal não ocorre.

Como é que um disco rupturado afecta a espinal medula?

A espinal medula pode ser comparada a uma linha de telefone formada por várias pequenas fibras que transmitem informação do cérebro para o resto do corpo. Quando a medula é comprimida a transmissão de informação é interrompida.
Para além da compressão medular, ocorre também compressão das raízes nervosas (pequenas ramificações que saem da medula em direcção à periferia). A pressão nas raízes nervosas provoca dor e a compressão medular leva a perda da transmissão nervosa podendo ocorrer parálise/paraplegia.

A maior parte dos discos ruptura na parte média-baixa da coluna vertebral, mas podem também ocorrer no pescoço. No primeiro caso, normalmente ocorre parálise sem grande dor, enquanto que no caso das hérnias discais cervicais a dor é intensa mas sem parálise.

Com que velocidade um disco degenera e ruptura?

A degeneração discal ocorre lentamente, isto é, durante vários dias ou semanas. O animal sente dor e torna-se relutante ao movimento. Deita-se e fica sossegado durante alguns dias esperando que o corpo resolva o problema, sem que o dono se aperceba do problema. No entanto, o disco pode rupturar de forma aguda, podendo um animal passar de um estado normal para completa parálise no espaço de uma hora.

Como se diagnostica uma hérnia discal?

Um diagnóstico presuntivo é conseguido através da história e sinais clínicos do animal: dor na coluna, descoordenação motora ou parálise, sem história de trauma. A raça é um factor importante, devido à grande predisposição racional citada anteriormente. O exame clínico permite localizar a lesão, anatomicamente.
Como os discos são estruturas não visíveis nas radiografias simples, estas por vezes, dão-nos pouca informação, sendo necessário proceder a um mielograma.

O mielograma consiste na injecção de um meio de contraste dentro do canal medular, indo este envolver a espinal medula. Se o percurso do contraste for detido em algum ponto, significa que existe algo a impedir a sua passagem, ou seja existe material dentro do canal vertebral a pressionar a espinal medula.

Todas as hérnias discais são tratadas cirurgicamente?

Não necessariamente, o tratamento é baseado no grau da doença. Existem 5 graus de doença discal:

- grau I: dor moderada, corrige-se por si só em alguns dias;
- grau II: dor moderada a severa;
- grau III: parálise parcial (parésia), alteração da marcha;
- grau IV: paralisia, com sensibilidade normal;
- grau V: paralisia, com perda de sensibilidade.
Estes graus sucedem-se e os animais podem passar de um grau para outro em horas ou dias.

Cães com grau II e III são normalmente tratados com drogas anti-inflamatórias, analgésicos, miorrelaxantes e restrição de exercício. A cirurgia pode ser considerada se a dor ou a incoordenação persistir após 4 a 7 dias de tratamento médico ou se o grau aumenta de um dia para o outro.
Cães com grau IV devem ser submetidos a cirurgia, embora uma pequena percentagem recupere sem cirurgia.
Cães com grau V são urgências cirúrgicas, dentro do possível, estes animais devem ser operados até 24 horas após ocorrer a parálise.

Qual é o objectivo da cirurgia?

O objectivo é remover a pressão exercida na espinal medula. Se a hérnia discal ocorre na coluna lombar, é feita uma janela na face lateral do corpo vertebral, de modo a expor a espinal medula. Esta janela permite a remoção do material discal aliviando a compressão medular.
Se a hérnia ocorre na coluna cervical a janela é feita do mesmo modo mas ventralmente.

Postado por admin - 2 de setembro de 2009 at 18:24

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